sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Brasileiros 'são os que mais acreditam em propaganda'

Dois em cada três brasileiros (67%) disseram confiar em propagandas – mesmo percentual de filipinos e pouco mais que de mexicanos (66%). Na outra ponta da lista, os dinamarqueses se mostraram os mais desconfiados em relação a anúncios (apenas 28% confiam), seguidos pelos italianos (32%), lituanos (34%) e alemães (35%).

A pesquisa, feita por internet com cerca de 24,5 mil pessoas, teve como objetivo medir a credibilidade de cada meio utilizado para fins publicitários.

'Jeitinho brasileiro'

O levantamento mostrou que existe um "jeitinho brasileiro" de confiar em anúncios. Por exemplo: brasileiros confiam mais em anúncios de jornais que no velho boca-a-boca (83% contra 81%). No ranking geral, essa relação é inversa, e o boca-a-boca supera o jornal como a primeira fonte de informação em que consumidores mais confiam (78% a 63%). A modalidade tradicional de publicidade é apreciada principalmente nos países asiáticos, com destaque para Hong Kong (93%), Taiwan (91%) e Indonésia (89%).

Os tradicionais anúncios em revistas ganham a confiança de 80% dos brasileiros, e de apenas 56% da média das nacionalidades. Entretanto, os brasileiros ocuparam o topo do ranking entre as nacionalidades que mais crêem em uma novidade tecnológica: as newsletters de emails.
A confiança desta modalidade chega a 79% entre os brasileiros, contra apenas 49% da média geral. A publicidade em rádio é crível para 75% dos brasileiros, e para 54% da média das nacionalidades.

Internet
Pelos números da pesquisa, os brasileiros confiam tanto em anúncios em grandes portais de internet como em anúncios de TV (74%). A média geral para essas duas mídias é, respectivamente, 60% e 56%. Outra diferença dos brasileiros em relação à média geral é a confiança dada a mídias geradas por consumidores, como comentários online e blogs. Esta foi a terceira fonte de informação mais confiada pela média das nacionalidades (66%), mas uma das últimas na lista dos brasileiros (55%).


Fonte: BBC Brasil

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